Apresentação resultados PIC

No dia 7 de outubro de 2010, Jonnathas Alvarenga e Victor Cruz apresentaram os resultados das pesquisas que desenvolveram pelo programa de iniciação científica.

Jonnathas abordou as campanhas educativas de consumo racional de água e o perfil do consumidor: esbanjador, consumista, econômico, moderado e espartano. Ressaltou a necessidade de segmentação das campanhas publicitárias.

Victor abordou as técnicas publicitárias para campanhas educativas e ressaltou que pesquisa de recall não é a única que deve ser usada para medir resultados.

 

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Segmentação gera mais efetividade

É possível extrair do relatório da pesquisa do instituto Meta: Pesquisas de Opinião, realizada para a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, no final do ano de 2009, sobre a recepção da campanha publicitária – Brasil Presente considerações relevantes para o estudo acadêmico das campanhas educativas/publicidade de utilidade pública. A campanha Brasil Presente diz respeito aos programas sociais de Educação do Governo Federal.

As campanhas educativas foram citadas pelos respondentes como positivas e interessantes porque têm foco, informam e podem ajudar as pessoas. Os respondentes apontaram a importância de as peças abordarem dados de realidade (aspectos de concretude) como endereços, locais geográficos, telefones, mapas, ou seja, informações sobre os caminhos e os lugares que precisam buscar para ter acesso aos serviços apontados e/ou informados.  A pesquisa ressalta que a segmentação, tanto de público-alvo como de espaço geográfico, é o elemento que pode produzir maior eficácia para campanhas. O relatório destaca a necessidade de observar de perto o uso adequado da linguagem, do cenário e dos personagens.

Os respondentes da pesquisa apontam as táticas: humor, criatividade e inovação como os aspectos que mais chamam atenção dos brasileiros em campanhas publicitárias. Segundo a pesquisa, os brasileiros também gostam de publicidades que despertem a curiosidade e que contem história (sejam narrativas), deixando o produto como um tópico secundário. Também gostam de bons jingles, principalmente aqueles que caem no gosto popular, e de efeitos especiais e animação. A publicidade mais emotiva que envolve família e sentimentos positivos foi outro aspecto destacado pelos respondentes. O cenário preferido são os de paisagens como praias e natureza.

Os respondentes também apontaram as disfuncionalidades provocadas por peças de campanha, o que pode gerar perda de credibilidade da mensagem. De um lado, eles classificam as peças de artificiais, com pouca tangilibidade, quando, por exemplo, as imagens mostradas não espelham o que observam no cotidiano de suas vidas. É o comercial não refletindo a realidade e gerando um afastamento e um sentimento de enganação. Por outro lado, os respondentes, apesar de reconhecerem o mundo ilusório passado pelas imagens, disseram gostar de imagens bonitas, pois elas passam esperança e incentivos para as pessoas. Os respondentes valorizam a regionalização das peças, pois permitem que se sintam identificados e sensibilizados, uma vez que a segmentação permite mais veracidade.