Comportamento ecológico e campanhas educativas

As conclusões de Sara Levy, sobre a capacidade de influência da comunicação educativa sob a mudança do comportamento ecológico, em sua monografia de conclusão de curso no UniCEUB, apontam que: (i) a importância das campanhas educativas para a efetividade das políticas públicas não é um conceito amadurecido; (ii) há carência teórica sobre estratégia e formulação de campanhas educativas; (iii) pouca oferta de campanhas educativas, menor dentre os órgãos públicos e
menos ainda com conteúdo educativo de fato; (iv) maior quantidade e variedade no terceiro setor (pioneiro); e (v) ausência de incorporação de campanhas educativas nas políticas públicas.

Sara Levy escreveu a monografia O uso da comunicação educativa para a mudança de comportamento ecológico: um estudo exploratório das campanhas públicas e contou com a orientação da Profa. Regina Santos.

A apresentação da monografia de Sara está em http://www.slideshare.net/levysara/o-uso-da-comunicao-educativa-para-a-mudana-de-comportamento-ecolgico-um-estudo-exploratrio-das-campanhas-pblicas

E o texto completo está no acervo da biblioteca do UniCEUB e pode ser solicitado ao Setor de Multimeios (multimeios@uniceub.br) usando a chamada COM02/09 20515347.

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Avaliando a comunicação de utilidade pública

Durante a palestra no Congresso Científico do UniCEUB (2010), foram abordados os propósitos da avaliação dentro da linha de utilidade pública, campanhas educativas. São pelo menos 4 níveis de propósitos: eficiência (boa utilização dos recursos); eficácia (ações levaram a alcançar resultados previstos); efetividade (empowerment: incorporação das mudanças e benefícios); e impacto (influência e irradiação em áreas circundantes ao projeto). Vale lembrar a necessidade de uso de indicadores: parâmetros que indicam se os objetivos foram alcançados, dentro de um prazo e numa  localidade e/ou ambiente específico.

A avaliação de um produto de comunicação de utilidade pública tem pelo menos três momentos: antes, durante e depois. Cada um deles com suas peculiaridades como foi abordado na palestra. O momento anterior é dedicado ao planejamento que comporta Estudos Exploratórios (sondagem), Diagnóstico, Investigação Formativa com o objetivo de estabelecer linha de base/linha de corte de modo determinar indicadores para medir resultado do projeto. São utilizadas técnicas e instrumentos de pesquisa quantitativa e qualitativa.

Durante o processo, é o momento do monitoramento para conhecer como anda a cobertura e audiência, o trabalho dos recursos humanos, o uso dos recursos organizacionais, o alinhamento dos procedimentos operativos, e a execução dos recursos financeiros. Ao final, é a hora da avaliação dos resultados, do impacto sobre a situação inicial (no comportamento, na malha social, na gestão participativa e na sustentabilidade das ações).

Durante a palestra foi enfatizado que a pesquisa de recall nem sempre é a adequada, apesar de ser a de uso corrente, para medir resultados. Ela indica a memória e a exposição mas não aponta se houve um caminhar entre o ponto de partida e o ponto de chegada. Para medir o antes e o depois em relação à situação-problema é melhor empregar Estudos CAP (conhecimento, atitude e prática) e Fases de Mudança de Comportamento (conhecimento, aprovação, intenção, prática e adoção).

Ressalta-se que a compilação de dados para a palestra é também resultado do esforço de orientação e de pesquisa da professora orientadora e dos alunos do Programa de Iniciação Científica (PIC) do UniCEUB, no âmbito de comunicação pública.