Livro talk show esportivo na mídia regional em Brasília

Perfil dos talk shows esportivos na televisão brasileira recebeu foto e menção no alto da página do UniCEUB no jornal Correio Braziliense, na edição do dia 20 de outubro. O livro é uma produção acadêmica de alunos de pós-graduação em Jornalismo Esportivo.

Os alunos analisaram 12 talk shows das tvs abertas e fechadas e concluíram que o conteúdo é futebolístico e centrado em resultados de jogos. Os alunos abordaram também o legado da Copa do Mundo da FIFA 2014 e as tendências para o jornalismo esportivo. O e-book está disponível e é de acesso público e gratuito. O lançamento está na Agência de Notícias de UniCEUB e o e-book no Repositório Acadêmico, podendo ser baixado no link:

http://www.repositorio.uniceub.br/bitstream/235/4068/1/E-Book%20Talk%20Shows%20Esportivos%20na%20televis%c3%a3o%20brasileira.pdf

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Legados do V CBJA. O que ficou para mim

Foi importante estar presente ao V Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental (CBJA) e dele participar ativamente. Tomei a decisão de participar apenas das palestras e dos painéis, até porque moderei um deles. Não era possível participar das oficinas pois os horários eram excludentes. Levo comigo na bagagem alguns tópicos sobre a profissão, outros sobre a questão ambiental em si e outros ainda sobre o Jornalismo.

Sobre a profissão, reafirmo para mim mesma de que é uma demanda do século XXI atuar em multiplataforma, como disse André Trigueiro. Um jornalista hoje se faz presente em muitos espaços e acumula atividades: é escritor, professor, pesquisador, repórter, editor, revisor. Afinal está difícil ganhar a vida só como jornalista pois os salários nem sempre são convidativos, o corte de pessoal é constante e o espaço para contar histórias do mundo real está deixando a redação e indo parar em outras instalações. Aquele que se dedicar a questões ambientais e de sustentabilidade tomará em conta que ambiente deixou de ser setorização para ser transversal e que passou a ser enfoque de pauta dentre outros enfoques possíveis. Hoje uma questão de olhar, de ângulo.

Sobre a questão ambiental, redobro minha certeza de que Mudança do Clima é o vetor capaz de modificar e imprimir novos rumos à sociedade. Se tecnologicamente muitas coisas estão resolvidas, faltam o social e a política para colocar o planeta na órbita do menor risco de colisão. E aí nós, espécie humana, caminhamos lentamente, com avanços, recuos, estagnação, novos recursos, lutas e pequenos avanços. Depois de dois dias de palestras e painéis é nítido como o setor empresarial entrou na questão ambiental e dela não vai sair pois é parte do gerenciamento de risco do negócio. E mais. Não entrou para ficar assistindo de camarote. Entrou para participar e para roubar a cena em alguns casos, implementando inovação e tecnologia nos setores chaves para a mitigação e adaptação dos efeitos do clima.

Sobre o Jornalismo, ficou uma sensação de inquietação. O jornalismo de infoentretenimento tem sobrevida garantida, mas o que requer ressignificação e interpretação, ou seja, Jornalismo, já não estou tão certa. O Jornalismo precisa de tempo, de leitura, de fontes com expertise, de um cinturão cultural que acredita nele como instituição para dar significado e significação a eventos sociais. Vou concordar com o presidente da FENAJ, Carlos Schoder, presente no último painel: “pensar o novo é repensar o velho”.

Para Carlos, o Jornalismo é uma construção cultural que não sobrevive por si só. É baseado num contrato em que as partes identificam o jornalista como intermediador, como aquele capaz de explicar as coisas do mundo e assim exercer a sua dimensão social. “Será necessário um esforço social”, disse ele para enfatizar que o Jornalismo como criação cultural precisará de um esforço para se perpetuar, pois a sociedade, nos dias de hoje, “identifica no jornalista uma ameaça de interferência”, ou seja, aquele que impede o indivíduo de saber a verdade. O presidente da FENAJ entende que parte do problema é porque o Jornalismo não consegue produzir transformação e porque outras pessoas estão falando no lugar dele ou ocupando o lugar dele.