Consumo de informação: produtores rurais no DF e Canal Rural

Como o usuário consome informação divulgada por telejornais é tema de pesquisas sobre recepção. Em 2008, estudo sobre como os produtores rurais do Distrito Federal consumiam informações noticiosas do Canal Rural (RBS) por intermédio do telejornal Rural Notícias foi divugado. Aqui replico o Artigo Rural Notícias e os produtores do DF que já não se encontra disponível no website em que foi publicado originalmente.

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Meu tributo à Fofa, muito fofa …

“Essa Fofa é muito fofa”, costumava dizer minha sobrinha toda vez que via uma foto da Fofa postada no grupo da família no whatsapp. Não é para menos! Uma cadelinha tamanho médio, sem raça definida, uma vira-lata com temperamento e aparência de Border Collie, doce de fazer gosto, o charme da casa. E a eterna companheira de minha filha …


Fofa viveu uma vida de conto de fadas. Foi adotada num estado de fazer dó, numa feira de animais, em Brasília há 13 anos. Recebeu todos os cuidados e foi crescendo … Bem educada, inteligente, sempre na sua e fazendo companhia a quem estivesse por perto. Aos sete anos foi importada para os Estados Unidos e se comportou na viagem de 17 horas, duas escalas, como gente grande. Uma experiência muito significativa que dividimos eu e ela.

Desde que chegou, viveu com a minha filha experiências e aventuras que nada ficam a dever a bons livros sobre vida de cães e animais de estimação. Aqui, na terra do Tio Sam, conheceu neve no Colorado, surfou e nadou em praia de cachorro (não gostava muito de banho de mar), na California, viajou meio país na boleia de um caminhão de mudanças, tirou férias em locais especiais, fez hiking com mochila especial para cão para carregar água e comida e também uma corrida de 5 km. E ainda fez muita graça para clientes em loja de bicicleta quando ia para o trabalho com minha filha todos os dias. Vínculo de amizade e solidariedade que marca a relação entre as duas. Uma vida cheia de afeto e companheirismo!

Pois, hoje, dia 19 de dezembro de 2017, Fofa foi descansar com os anjos. A eutanásia foi feita em casa em total conforto pois ela já dava sinais de esgotamento. O câncer terminal e agressivo não pôde ser curado. “Ela já estava muito cansada”, me disse minha filha quando me contou do procedimento que se sabia imperativo desde o dia 14 de novembro, quando a levei para exames. A veterinária me chamou para ver o raio x e me disse que não era possível nenhum procedimento cirúrgico. Apenas paleativos. Não foi fácil engolir a notícia, olhando para aquele raio x na minha frente, e muito menos transmitir o acontecido à minha filha e a seu namorado.

Fofa foi uma cadelinha de coragem, forte e saudável. Levantava as orelhas quando sabia que a comida estava para chegar. Fiz uma roupinha de frio com que ela passou esses últimos tempos. Ajudava a disfarçar a barriga gordinha por conta do tumor. Nesse último mês, já não latia e eu senti falta do latido estridente quando ia visitá-la ou ficar com ela na casa de minha filha.

A marca da Fofa não vai ficar estampada somente na patinha em gesso que foi encomendada, vai ficar no coração de cada um que conviveu com ela. A marca da Fofa é o poder da transformação. Fofa trouxe sempre na sua alma de cachorro o poder de transformar situações e pessoas. A meiguice da Fofa e a energia que trazia com ela atraia as pessoas. Ela conseguiu ser benquista até por minha mãe, nada chegada a cachorros, que fazia carinho na barriga dela e consentia que a cachorrinha estivesse em seu apartamento.

Estamos todos de luto! Uns mais e outros menos. Mas temos todos a certeza de que Fofa impactou nossas vidas e que as muitas memórias nos ajudarão a aliviar a dor e a rechear o coração de alegria. Afinal, fomos muito felizes por tê-la conosco!

A alma da Fofa, com certeza, vai encontrar outro espaço para expressar a sua graça, sua beleza de viver, e seu contentamento de realizar coisas. E também para despertar em outros a mesma transformação, a mesma doação, a mesma solidariedade.

 

Fofa foi uma cachorrinha de muita humanidade! Os animais nos ajudam a superar os nossos problemas, nos ajudam a entender a nós mesmos e, acima de tudo, ajudam a abrir dentro de nós uma porta de humanidade que muitas vezes não conseguimos realizar com as pessoas e no mundo à nossa volta.